REVISTA CONTRASTE 

A Revista Contraste é uma publicação estudantil independente que nasceu da necessidade dos estudantes de olhar a arquitetura com outros olhos - não os do arquiteto, mas os do poeta, do jornalista, do político, o do diretor de cinema. O ensino da FAU-USP estava tão imerso nas premissas arquitetônicas que precisávamos de uma ferramenta para emergir, respirar e olhar ao redor. O corpo editorial acreditava que se a cidade devesse ser construída na combinação de diferentes interesses e opiniões: para tanto, o ensino de arquitetura deve seguir o mesmo caminho.

Com um corpo editorial flexível de aproximadamente doze alunos, a Revista Contraste possui seis volumes impressos, lançados semestralmente. Cada edição tem um tema específico que guia o trabalho ao longo dos meses. São convidados profissionais de diferentes áreas para entrevistas, artigos e republicações, assim como de ilustradores, fotógrafos e etc. Além disso, existe uma extensa pesquisa à procura de trechos de filmes, peças, músicas ou textos que se relacionem ao tema. A cada lançamento de uma nova edição propõe-se uma semana de filmes e debates, uma exposição relacionada ao tema da revista e diversas atividades e oficinas.

 

Parte do trabalho também consiste em lidar com a experimentação gráfica aliada ao baixo custo de impressão, dialogando constantemente com o Laboratório de Produção Gráfica da faculdade, numa troca experimental mútua.

fotos: Equipe Contraste

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Ao longo da graduação me interessei por design gráfico.

Participei do corpo editorial fundador da revista  Contraste em suas três primeiras edições. Além da pesquisa gráfica e da curadoria de conteúdo, produzíamos eventos, exposições, debates e oficinas.

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CONTRASTE 1

MEMÓRIA

O primeiro número a revista teve como temática a “Memória”. A liberdade que o tema propôs e a necessidade de ter contato com a produção estudantil anterior à Contraste tornou possível abordar o tema pelas mais diversas formas: entrevista com os arquitetos do escritório Una Arquitetos, que participaram de algumas edições da Revista Caramelo, a discussão acerca da era digital e o papel da memória nesse processo, etc.

EXPOSIÇÃO FAU IMPRESSA E EXPRESSA
Para um contato maior com as revistas anteirores, assim como o próprio corpo editorial teve, a exposição buscava criar um ambiente de permanência, descobrimento e leitura das revistas e cartazes feitos nas últimas décadas na faculdade. Foram utilizadas as mesas-baú da faculdade como expositores em diversas configurações.

SEMANA DE PALESTRAS
O lançamento da revista contou com três palestras:  “Arquitetura, cultura e identidade”, “Mudanças e permanências das artes contemporâneas” e ”Niemeyer, Artigas e as heranças da arquitetura moderna”. Além disso, jouve tambem uma roda de conversa com os editores da primeira edição sobre o processo de retomada de publicações estudantis na FAU.

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CONTRASTE 2

PROJETOS PARA A CIDADE

Na segunda edição, o debate buscou englobar uma gama de problemáticas contemporâneas relacionadas ao espaço construído enquanto palco da formação do indivíduo e da sociedade como um todo. Por ser um tema amplo, pudemos discutir desde questões gerais até temas específicos como a Copa do Mundo 2014, a revisão do Plano Diretor de São Paulo e a X Bienal de Arquitetura de São Paulo. 

LANÇAMENTO NO MINHOCÃO
O lançamento da segunda edição ocorreu  em um domingo, sobre o Minhocão, em frente à uma das exposições da X Bienal de Arquitetura de São Paulo. A iniciativa ajudou a promover a discussão proposta acerca da Bienal e dos espaços públicos de São Paulo, além de permitir que todos os passantes tivessem contato com a revista e participassem das oficinas programadas.

X BIENAL DE ARQUITETURA DE SP
O local escolhido pela Bienal era um apartamento com janela para o Minhocão, que trazia o registro da história do High Line em Nova York baseado no livro feito por Joshua David e Robert Hammond, criadores da associação Friends of the High Line. O parque foi construído sobre uma via férrea elevada e abandonada.

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EXPOSIÇÃO PROJETOS PARA A CIDADE
A exposição refletia sobre o real engajamento dos projetos realizados na faculdade em relação aos problemas urbanos brasileiros. Os alunos foram convidados a apresentar seus projetos de semestres anteriores em até duas pranchas A0, cuja diagramação seguia a identidade visual da revista. Cerca de 40 equipes participaram, e as pranchas foram impressas e expostas nas rampas da FAUUSP.  As rampas foram envolvidas por uma parede de 8 mil metros de  barbantes azuis e uma fresta nessa parede foi criada de forma a induzir o olhar para o outro lado do edifício, onde havia um cartaz com uma cena do filme O Ensaio sobre a Cegueira. O trabalho de graduação do arquiteto Danilo Zamboni, que ilustrava a vida em uma São Paulo fluvial, serviu para costurar o passeio pela exposição.

OFICINA DE SILKAGEM
A ténica foi usada para estampar camisetas com diversas ilustrações presentes na segunda edição. Era possível a utilização de duas cores de tinta, preta e azul, também cores da revista impressa. 

DEBATE: O PLANO DIRETOR
Contando com diversos professores de planejamento urbano e paisagístico e o vereador Nabil Bonduki, foi realizado um grande debate sobre a revisão do plano diretor, gravado e transmitido pela TV Senado.

DEBATE : O MITO DE PRUITT IGOE
O documentário foi exibido e debatido depois de ser legendado para português por integrantes da revista. O debate contou com o diretor Cdad Freidrichs, a produtora Jaime Freidrichs e o professor Leandro Mendrano.

VISITA GUIADA À O2 FILMES
Foi programada para a semana de recepção dos calouros de 2014 uma visita à produtora de filmes O2 guiada pela arquiteta Cris Xavier, que escreveu para a Contraste sobre o projeto.

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CONTRASTE 3

HABITAÇÃO

Após discutir uma temática ampla como a cidade, sentimos a necessidade de fazer um recorte mais especifico, ainda que muito amplo. Se a segunda edição discutiu muito o espaço público, a terceira edição veio como um complemento ao espaço privado. Foram discutidos temas como O Programa Minha Casa Minha Vida, a herança da escraviã na casa brasileira, as novas dinâmicas das periferias, habitação social no Uruguai, intervenções de pequena escala como o projeto do Base 3 Arquitetos, a madeira na produção habitacional, o conforto térmico, a especulação imobiliária, o mobiliário, o processo de ocupação, edifícios em Higienópolis, etc. Para tanto, contamos com nomes como: Luiza Erundina, Mia Couto, Nestor Goulart, Alexandre Delijaicov, Luis Antônio Jorge, João Whitaker Sette Ferreira, Marina Grinover, etc.

EXPOSIÇÃO 36M² NO MAC IBIRAPUERA
Seguindo a proposta de expandir o debate para além dos muros da universidade, o local escolhido foi o MAC Ibirapuera, que fora recentemente inaugurado como museu. A proposta da exposição era construir uma estrutura de bambu que delimitasse o espaço de 36m² e colocar em debate a qualidade do projeto da habitação social no Brasil.

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ATIVIDADES DO CORPO EDITORIAL

À seguir, um diagrama que apresenta, de maneira esquemática, as múltiplas atividades realizadas pelo corpo editorial. Com frequência, o corpo editorial se subdividia em pequenas equipes para suprir as demandas paralelas e assim cumprir o prazo inicial de um semestre para o lançamento de uma nova edição. Algumas especificidades de cada edição - como, por exemplo, a organização de um concurso de arquitetura nacional junto ao Ministério das Cidades - não estão descritas nesse diagrama.

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PARA MAIS TRABALHOS DE DESIGN GRÁFICO

Além de colaborar com a construção da identidade visual, do grid e da diagramação de cada volume da Revista Contraste, também realizei alguns trabalhos independentes como designer gráfica. Os trabalhos podem ser conferidos no portfolio, disponível para download no link abaixo.

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